Das 399 cidades do Paraná, 256 não têm delegados. Associação cobra nomeações

Outdoors espalhados por Curitiba cobram a nomeação de novos delegados para o Paraná.

A Associação de Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR) iniciou uma campanha para pressionar o governo do estado a nomear delegados já aprovados em concurso.

Segundo a entidade, 256 das 399 cidades do Paraná estão sem delegado da Polícia Civil. O número equivale a 64% do total.

Uma reportagem da Gazeta do Povo, do dia 22 de maio passado, mostra que a defasagem no quadro também atinge as outras carreiras da corporação, principalmente a de escrivães, cujo déficit de servidores passa de 48%. “Na avaliação de associações e sindicatos de policiais, a defasagem no quadro de pessoal causa impacto direto no serviço de investigação que, segundo eles, praticamente inexiste nos pequenos municípios”, diz o texto do jornal.

Uma reportagem do Portal G1 Paraná, veiculada hoje, 29 de novembro, mostra que a defasagem em relação a vagas é ainda maior: são 410 delegados em ativa no estado, frente a 780 vagas criadas por lei pelo governo — cada delegacia pode ter mais de um profissional do cargo.

O vice-presidente da Adepol-PR, Daniel Prestes Fagundes, diz que há delegados respondendo por até seis municípios. “Isso é um absurdo. Diante do caos que está a segurança pública no estado, principalmente na Polícia Civil, o piano está muito pesado para nós”, destaca.

Em outdoors espalhados por Curitiba e região metropolitana, a mensagem é clara. “Governador, cadê o delegado?”.

Fagundes disse ao portal que se alguém acha que as cidades não precisam de mais delegados, é só olhar para os crimes que estão acontecendo nas ruas. “Estamos em chamas, sem meios para trabalhar. E as vítimas somos nós próprios e os cidadãos comuns. Queremos sensibilizar o governo para nomear quantos delegados puder até o fim do ano”.

A convocação dos 150 aprovados em concurso, válido até abril do próximo ano, seria uma parte da solução, de acordo com o vice-presidente. “Ainda não é o ideal, mas já ajudaria muito, na situação em que vivemos hoje. Algo precisa ser feito. Se o governador disser que vai nomear 50, já é um primeiro passo, um alívio. Cinquenta é melhor do que zero”.

Ao G1 a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) admite que há falta de delegados, mas diz que se trata de algo temporário. Segundo o governo, foram convocados 130 novos delegados desde o último concurso e tramita no governo um protocolo para o chamamento de outros 49.

A Sesp também ressalta ao portal que o efetivo cresceu 18% no estado, entre 2011 e 2017, de acordo com informações oficiais do Departamento de Polícia Civil. A Adepol, no entanto, diz que houve mais saídas do que isso, o que provocou a defasagem.

De acordo com a Sesp, a distribuição de delegados é feita com base nas sedes de comarcas, e não em todas as cidades, da mesma forma que o faz o Ministério Público e o Poder Judiciário.

A Secretaria disse ainda que os municípios sem delegados não ficam sem atendimento, já que delegados de cidades próximas prestam o serviço à população. Importante frisar que esta falta de delegados é temporária e se deve, entre outras coisas, aos processos naturais de aposentadoria.

Como o concurso está para vencer, um novo pode vir a acontecer, pois a defasagem – mesmo com o chamamento dos 150 – continuará, já que continuariam faltando 106 para atender a todas as cidades, sem contar que esse número pode aumentar ao longo do tempo, em razão de mortes, aposentadorias etc.

A falta de delegados não é uma questão só do Paraná. O Fantástico, da Rede Globo, veiculou no dia 22 de outubro passado uma reportagem que mostra esse problema. Assista.

O Luiz Carlos tem um curso previsto para ter início em 2018 voltado para o próximo concurso:

Delegado da Polícia Civil do Paraná

Caso precise de mais informações a respeito entre em contato com a Secretaria do curso, pelo telefone (41) 3232-3756.

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