Operação prende acusados de piratear materiais para concursos públicos

Sala onde o grupo acusado de pirataria atuava.

Quatro pessoas foram presas (entre elas uma por porte ilegal de arma de fogo) na manhã desta segunda-feira, 11, em Curitiba, durante uma operação policial denominada “Capitão Gancho 3D”, desencadeada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon).

O nome da operação foi “Capitão Gancho 3D”, em alusão à pirataria cibernética. Todos os suspeitos permanecem presos à disposição da Justiça.

Dos presos, três mulheres são investigadas suspeitas de integrar uma associação criminosa voltada à violação de direitos autorais. As suspeitas foram presas nos bairros Centro e Boa Vista.

O objetivo da ação foi desmontar um esquema criminoso que comercializava de forma ilegal, materiais de concursos públicos de estudo e videoaulas de instituições educacionais sem nenhuma autorização.

Até o momento, cerca de R$ 7 milhões em lucro, adquiridos de forma ilícita pelos suspeitos, foram bloqueados pela Justiça.

As mulheres foram detidas por meio de mandados de prisões temporárias. A polícia cumpriu ainda seis mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Curitiba.

Cerca de R$ 23 mil foram apreendidos, além de eletrônicos como dez computadores, três notebooks, cerca de 30 celulares, HDs externos, bem como 15 cadernos de anotações e diversos documentos que serão periciados.

Uma mulher, de 40 anos, foi localizada no momento em que realizava uma palestra, na Avenida Sete de Setembro, Centro. Outras duas mulheres, de 28 e 56 anos, foram detidas em suas residências localizadas no bairro Boa Vista.

Uma quarta pessoa, marido da suspeita, de 28 anos, um homem, de 31 anos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e munição. Na casa do casal, no bairro Boa Vista, a equipe policial apreendeu uma pistola calibre 380, além de algumas munições.

As investigações iniciaram há cerca de seis meses, depois que a Polícia Civil foi comunicada por uma instituição educacional sobre o crime.

Delegado Wallace de Oliveira Brito, da Delcon.

“Iniciamos as diligências e após um trabalho constante de inteligência e campo, conseguimos chegar até os suspeitos e solicitar à Justiça suas prisões”, relata o delegado-titular da Delcon, Wallace de Oliveira Brito.

As suspeitos vinham agindo há mais de três anos e atuavam de forma organizada com divisões de tarefas, semelhante a uma estrutura empresarial lícita, comercializando os materiais educacionais via internet por todo o país.

A base da organização criminosa funcionava em dois locais, na Rua Ludovico Geronasso, bairro Boa Vista, e Rua Pasteur, no Batel.

No curso das investigações a Delcon constatou que a associação criminosa recebeu a quantia de R$ 7 milhões em uma das formas de pagamento ligada aos sites da quadrilha, concurseirosunidos.com e concurseirosunidos.org . “Nós solicitamos à Justiça um afastamento do sigilo bancário, bem como o bloqueio de bens e valores dos investigados”, explica o delegado.

Investigações apuraram também uma possível lavagem de dinheiro, já que que os valores adquiridos pela associação criminosa eram distribuídos para dois estabelecimentos comerciais de Curitiba (uma clinica de estética e uma casa de jogos).

As três mulheres responderão pelos crimes de violação de direitos autorais, lavagem de dinheiro, associação criminosa e violação de consumo. O homem responderá por posse ilegal de arma e munição. Uma quarta pessoa envolvida no crime marido da mulher, de 40 anos, continua foragido.

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